Como as rosas,
seu olhar atento ao mudar do tempo
à imagem besta de sorrir de novo
um momento displicente...
nada, tudo, nada de novo
depois algo.
depois de novo, depois...
novamente.
arrepios me causam
e eu me perco nessa linguagem
de função "poéticafáticametalingüística"
por um instante, só um instante
por outro instante, ausências
por vários outros instantes; não sei
e quando as rosas somem,
o seu sorriso me desperta,
de mais um, capricho da imaginação.
Elson de Andrade
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