Seu olhar brilhava...
Seu esposo sorria, seus filhos também.
Meu lado “bicho” logo pensou,
O fotografo os pediu pra dizer: “xis”
O outro, não.
Pensei em parar, largar tudo...
Abandonar a idéia besta de te querer.
Eu quis...
Eu quis.
Pensei em te deixar voltar pra tua desgraça oculta.
Abandonei a idéia de acordar-te,
Despertar-te, rejuvenescer-te.
Eu quase me matei por dentro,
Consumia-me um misto de sim e não.
Me transformei em mau por um momento.
As fotos se desfaziam, no ápice da minha enfermidade psicológica.
As crianças se desfaziam, o teu homem também.
Seu sorriso se desfazia, o brilho no olhar ofusca.
Quisera evitar instintos
Não há palavras de limpar seu coração,
Apenas minhas, de poluição...
Quisera evitar falar, evitar perder, evitar ganhar.
Desejo que não me busques,
E quando eu sumir, me esqueça...
Volte ao colo do teu amor, e não o julgue e nem a mim.
Não tenho nada a te oferecer,
Não há beleza que se pode ver em mim.
E tu,
Quando vistes, quase larga tudo...
Uma grande coisa eu tenho, e posso te dar...
A embriagues constate da poesia,
O prazer como você nunca teve,
E um cigarro pra fumar depois.
Elson de Andrade
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